Técnicas
de condução
REGRAS
DE OURO DA CONDUÇÃO EM GRUPO
REGRAS
DE OURO DA CONDUÇÃO NO INVERNO
REGRAS
DE OURO DA CONDUÇÃO EM GRUPO
Verificar
o estado das motos
Se não
conhece todos os membros do grupo, verifique o estado
das motos e a situação dos seguros de cada um. Não se
trata de "brincar aos polícias", mas deste
controle depende a segurança de todos. Se um dos motards
se apresentar sem o seguro válido ou com uma moto equipada
com pneus lisos, recuse-o.
2. Prever
o itinerário
A fim
de melhorar o prazer da viagem, caso não tenha
um sistema GPS, obtenha um itinerário detalhado do percurso
previsto, com uma fotocópia do mapa das estradas e o
percurso assinalado com marcador colorido e um "road-book"
em que estejam assinaladas as principais mudanças de
direcção. Esta folha de papel (formato A4) será metida
no saco colocado sobre o reservatório. Mais vale prever
com antecedência as paragens da viagem (hotel, restaurantes,
visitas...) e comunicar um horário aproximado e as direcções
destes pontos de encontro para o caso de um dos participantes
se perder. Por outro lado, não hesite em parar nos cruzamentos
mais importantes.
3. Enquadrar os novatos
Ajude
os novos condutores e coloque-os na coluna entre outras
pessoas mais experimentadas. A ordem de partida deve
ser respeitada ao longo de todo o trajecto. Evite ultrapassagens
salvo em caso de força maior.
4.
Ultrapassar um após o outro
Se a circulação
se tornar densa, as ultrapassagens far-se-ão em grupo
nos troços da estrada em que a visibilidade for total.
No caso contrário, espere que a moto que vai à frente
recupere a nova posição antes de começar a ultrapassagem
pois, em caso de surpresa, a moto que segue de perto
pode muito bem decidir travar para se reabastecer, em
vez de tentar a ultrapassagem.
5. Respeitar as distâncias de segurança
Regra
número um, não siga a moto que o precede demasiado perto
dela. Conserve uma boa distância de segurança, sobretudo
se o pavimento estiver húmido.
6 Antecipar as manobras
No caso
de mudança de direcção, de paragem ou de uma situação
imprevista, não hesite em travar por pequenos toques
a fim de fazer acender a sua luz stop e de prevenir
os seus seguidores de que se vai passar qualquer coisa.
O mesmo se diga para os piscas a activar antes de cada
cruzamento. Por outro lado, é bom assinalar os obstáculos
(gravilhas, pedras, terra...) por um movimento com o
pé ou levantando o braço se o perigo for real.
7. Vigiar
a retaguarda
Para evitar
qualquer desmembramento do grupo, cada um deve observar
pelo retrovisor os que vêm atrás de si. As motos têm
autonomias diferentes e podem ter falta de combustível
inesperadamente com um condutor menos atento. Podem
dar-se outros incidentes (saída da estrada ou furo)
e, nestes casos, se mais ninguém o seguir, faça vários
sinais de faróis ao seu predecessor e depois pare num
local sem risco, se desejar efectuar meia-volta.
8. Em linha recta, condução em escada
A fim
de melhorar as distâncias de segurança e a visibilidade
de todos, nas rectas conduza sistematicamente em "escada",
isto é, na mesma via uma moto no lado esquerdo, depois
outra no direito, depois outra à esquerda e assim sucessivamente.
O "leader" deve posicionar-se no lado esquerdo,
o que lhe oferece uma maior visibilidade para a frente
e para a retaguarda. No caso de travagem de urgência,
cada um deverá imperativamente ficar no seu lado, a
fim de manter a maior margem de manobra possível.
9. Olhar
longe para a frente
Em curva,
a fila indiana retoma as regras normais para que cada
um possa escolher a trajectória ideal. Um conselho entretanto,
não ponha os olhos colados à roda de trás da moto que
vai à sua frente. Se o condutor cometer um erro, vai
juntar-se a ele na valeta. Conservando o seu campo de
visão, concentre-se sobretudo na boa trajectória.
10. Uma
bóia de salvação: o telefone
Apesar
de todos estes cuidados, um dos membros pode perder-se,
desaparecer pura e simplesmente na esquina de uma rua
ou ficar bloqueado num semáforo encarnado. Nada de pânico,
no "road-book" você teve o cuidado de lhe
escrever um número de telefone (eventualmente com um
respondedor automático de chamadas) onde será suficiente
que ele deixe uma mensagem clara, indicando o local
do percurso em que esperará a vossa chegada.
REGRAS
DE OURO DA CONDUÇÃO NO INVERNO
1º
Inimigo : a CHUVA
A arma definitiva, especialmente em chuvas pequenas,
é a existência de carenagem.
Igualmente, para evitar
sustos com a chuva, tenha particular atenção à escolha
dos pneus. os compostos "pedra", de grande
duração, podem chegar a ser perigosos. Os travões antibloqueio
são um privilégio nestas condições.
Um fato impermeável
(mais fácil de transportar se for composto de duas peças)
é imprescindível, salvo se optar pelas soluções completas
de "Gore-Tex". O mesmo se diga de uns cobre-botas,
a não ser que tenha umas botas completamente impermeáveis.
Como soluções de emergência
podem ser utilizados sacos de plástico (do lixo) bem
ajustados ao que se quiser resguardar, bem como luvas
de plástico ou borracha sobre as luvas normais.
A condução deve ser
suave e sem manobras bruscas porque, deste modo, pode-se
viajar com água e com uns limites de segurança bastante
mais amplos do que parece. Aqueça os pneus com cuidado
e evite as linhas brancas no pavimento, regueiros de
gasóleo, etc.
Lembre-se que os automobilistas
não o veêm, com os seus vidros embaciados e com os espelhos
cobertos de água.
Trate as placas metálicas
ou as tampas de esgotos como se fossem placas de gelo.
Lei de Murphy: quando
se põe o fato de chuva não chove, mas se se esquecer
dele cairá toda a chuva do mundo...
2.º
Inimigo: o FRIO
Considera-se que é o
mais comum, sendo um dos principais inimigos do condutor
de mota mas, felizmente, é o mais fácil de combater.
Entre 12ºC e 1ºC há que tomar medidas especiais. Fisicamente
não existe o frio, apenas há ausência de calor...
A carenagem é imprescindível,
pela sua eficácia. Pode-se sempre montar uma viseira
que evite o vento no peito.
O "Gore-Tex"
e outras fibras revolucionaram o vestuário de Inverno.
Como soluções de emergência, há o recurso a um
jornal a resguardar o peito, bem como cobre-mãos feitos
com garrafas de plástico cortadas longitudinalmente.
Para o uso de coletes
ou punhos térmicos, é importante ter a bateria em boas
condições e toda a cablagem blindada e bem colocada.
Com baixas temperaturas,
mas sempre superiores a 0ºC, a condução não difere do
habitual em condições normais, mas é preciso recordar
que os pneus frios agarram muito menos que quentes,
em especial durante os primeiros quilómetros.
Qualquer acompanhante
deve ir com equipamento ainda melhor do que o condutor.
Há sempre humidades
e descidas de temperatura ao passar zonas sombrias.
Deve sair de casa bem
quente. Mais vale perder uns minutos fechando tudo antes
de sair, ajustando bem as roupas e fechos, do que ter
de o fazer a meio do percurso, quando já é muito difícil
recuperar o calor perdido.
3.º
Inimigo: o NEVOEIRO
Enganoso, molha a viseira
de forma lenta e não desaparece com a velocidade, dificultando
ainda mais a visão.
As armas principais
são os faróis anti-nevoeiro, os líquidos anti-embaciantes
e os reflectores bem colocados (inclusivamente no fato).
Como soluções de emergência
pode levantar-se a viseira (se não levar óculos) ou
utilizar sabão líquido como anti-embaciador (e enxaguar
bem).
Quanto à condução, o
mais perigoso são as auto-estradas e as vias rápidas,
em que se tem a tentação de circular mais rápido do
que a visibilidade permite. É preciso assumir que o
pavimento está molhado, aceitando que a média quilométrica
da viagem se reduzirá drasticamente.
Não diminuir nunca a
precaução, porque circular muito tempo com nevoeiro
conduz a uma falsa sensação de segurança.
É preciso limpar frequentemente
a viseira com a luva, bem como recordar que nem todos
os obstáculos levam luz (vacas, carros, peões, etc.).
Em caso de avaria ou
paragem na estrada, estacione fora do asfalto.
4.º
Inimigo: o GELO
Traiçoeiro, camuflado,
o gelo nunca denuncia a sua presença. Circulando em
estrada aberta, é o mais fulminante dos inimigos. Convém
tentar detectá-lo antes que o termómetro alcance os
0ºC.
Não há armas definitivas
contra o gelo.
Como soluções de emergência,
poder-se-ão enrolar cordas na roda traseira para conseguir
que esta se agarre. Ou utilizar certos líquidos que
se espalham sobre o pneu.
A condução tem de ser
de antecipação. Quando a temperatura ronda os 0ºC, as
manchas na estrada já não serão de água líquida.
Se se entrar repentinamente
sobre uma placa de gelo e se se tiver uma boa escapatória,
há que seguir "teso como uma vela".
Sobre neve pode-se avançar
com uma moto de estrada sempre que não houver desníveis
pronunciados.
Quanto ao granizo, enquanto
não se formar uma capa sobre o piso da estrada, os pneus
desalojam as bolas bastante bem.
É preciso limpar várias
vezes a viseira do capacete, passando a luva, para evitar
que a neve congele.
Numa zona de sombra
permanente podem estar restos de gelo mesmo durante
o dia.
5.º
Inimigo: o VENTO
É um inimigo diabólico
que não permite baixar as precauções nem um momento.
Consegue pôr tenso o sistema nervoso do mais calmo dos
motociclistas.
Sempre se prefere o
vento frontal aos laterais e são muito mais defensáveis
os contínuos do que os intervalados.
A arma definitiva de
defesa é a perícia do condutor.
Como soluções de emergência,
pode-se mudar a posição, deslocando-se para o lado de
onde sopra o vento. Deve transportar-se equipamentos
baixos e pouco volumosos e, ao viajar-se com acompanhante,
deve tentar fazer-se um só corpo.
Quanto à condução, deve
evitar-se a distração, conduzindo sempre muito atento
e disposto a corrigir qualquer rajada com energia, mas
também com tranquilidade.
Viajar apoiado num vento
lateral é relativamente fácil.
A mota avança inclinada
nas rectas, mas é preciso prestar muita atenção às mudanças
do vento que se verificam nas barreiras (taludes ou
valas): tapam repentinamente o vento, considerando-se
que os momentos mais críticos são o da ultrapassagem
de um camião ou o da entrada numa ponte.
Deve observar-se as
árvores, as bandeiras ou a vegetação alta.
Os sinais de uma manga
de aviação (ou de vento) indicam zona de ventos frequentes
ou que estamos próximos de uma travessia de corredores
naturais de vento.
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